Aviso

Enfim retomamos o projeto, mas ainda estamos em processo de repaginação e reformulação de todo conteúdo do site, por isso pedimos um pouco de paciência, garanto que vai valer a pena, pois vamos unir informação com qualidade, entretenimento e zero de panfletagem ou militância; cultura pop raiz sem ativismo woke sojado. Vida longa ao Rock and Roll e fui de Headbanger a Hillbilly. Vida e Sonho sempre!

Danos Globais: Óleo no Mar (Parte 2)

             O que fazer depois de um incidente como do Exxon Valzez ?            A única resposta plausível é buscar, meios, métodos de ...

       


   O que fazer depois de um incidente como do Exxon Valzez?

  

        A única resposta plausível é buscar, meios, métodos de mitigar as consequências da forma mais eficiente, ou seja, deixando o local afetado com o menor resquício possível do acidente, sem abrir mão de uma apuração e investigação profunda, não apenas em uma caçada ou cruzada (como queiram) atrás de culpados, visando a responsabilização pelos danos e penalizando com eventual pagamentos de multas e a obrigatoriedade de reparação ambiental, isso sem duvida é importante, mas entender a cadeia de eventos que levaram ao acidente não pode ser negligenciada ou colocada em segundo plano.


        Portanto, após um acidente com petróleo, são iniciadas ações para tentar resolver o problema causado pelo vazamento, essa tarefa não é fácil e envolve uma grande força-tarefa para evitar que o petróleo espalhe-se. O inicio dos trabalhos consiste em retirar o petróleo da água e também salvar os animais que foram impactados pelo contato com o óleo. Vale destacar que cada caso deve ser analisado atentamente para que a melhor técnica seja escolhida, uma vez que o óleo, nem sempre, apresenta a mesma composição, o que pode tornar uma técnica menos eficiente que outra.

        

        Atualmente, diversas técnicas existem para garantir a limpeza dessas áreas em caso de acidentes e para a retirada do petróleo das águas, utilizam-se produtos químicos que promovem a dissolução mais rápida do petróleo, esses dispersantes causam a fragmentação da mancha, permitindo que gotículas do óleo se misturem com água e sejam absorvidas com maior rapidez pelo ecossistema, há ainda outro método utilizado para acabar com manchas de petróleo que chegaram à costa é o uso de agentes biológicos e o uso de fertilizantes como o fósforo e o nitrogênio que são espalhados pela costa atingida com o intuito de aumentar o crescimento de microrganismos que promovam a dissolução do petróleo, em alguns casos é possível utilizar também bactérias e fungos que degradam o petróleo, mas esse é um processo muito lento. Outra técnica bastante utilizada é a barreira de contenção, que evita o espalhamento do petróleo para uma área ainda maior.

        

Bureau of Safety and Environmental Enforcement, Public domain, via Wikimedia Commons

        Equipamentos que absorvem o petróleo também são usados, sendo esse o caso do skimmer, que garante a captação e o bombeamento do petróleo para um local de armazenamento.


        Para evitarmos quaisquer riscos ao meio ambiente ou um dano colateral indesejado, oneroso e com uma grande perda na imagem institucional da empresa, como o derramamento de óleo no mar algumas medidas podem e devem ser adotadas, buscando antecipar qualquer medida mitigadora, portanto a ideia de sustentabilidade deve permear todo projeto desde o inicio, a partir do momento de sua concepção. Assim o emprego de conceitos como: desenvolvimento socioeconômico, responsabilidade socioambiental e eco eficiência auxiliam de forma pratica a implementar uma visão mais holística ao projeto usando o desenvolvimento socioeconômico (união das dimensões econômica e social) tratando a relação entre a qualidade de vida das populações e seu desenvolvimento econômico, abordando não apenas o acúmulo de capital (riqueza), mas o acúmulo de conhecimento e a aplicação de progressos técnicos à produção de bens.


        Outro ponto que deve ser abordado é o da responsabilidade socioambiental (união das dimensões social e ambiental) deixando claro o compromisso das empresas ou organizações com o desenvolvimento sustentável dentro das comunidades em que atuam ou se relacionam, tendo em vista a manutenção e a preservação ambiental, assegurando condições dignas e seguras para todos indo além do simples cumprimento das leis ambientais vigentes, mas desenvolvendo ações que visam respeitar e preservar os recursos naturaisMais recente é o conceito de eco eficiência (união das dimensões ambiental e econômica), com foco na otimização da utilização dos recursos, buscando uma produção com menor impacto possível ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, trazendo lucro ao seu produtor, um exemplo típico é a linha branca de eletrodomésticos.


        A aplicação destes três pilares e/ou dimensões acaba promovendo o desenvolvimento sustentável, que é o modelo que adota a integração entre economia, sociedade e meio ambiente, em outras palavras, é a postura de usar o crescimento econômico para possibilitar a criação de meios que irão desenvolver fatores de inclusão social e proteção ambiental. 


        A destruição do meio ambiente tem como principal fator a ação antrópica e a exploração desenfreada dos recursos naturais, levando a degradação ambiental sistemática do planeta. Enfim, hoje é quase impossível não associar a origem da atividade humana com o desequilíbrio ambiental, afinal os meios de comunicação desprezam o conhecimento técnico porque estão mais preocupados em levantar bandeiras, impor pautas, sinalizar virtudes, criando narrativas apocalípticas em detrimento da realidade dos fatos, ou seja, existe o impacto antrópico na natureza, afinal vivemos e alteramos o local onde habitamos, portanto devemos alterar nosso comportamento para estabelecer um estilo de vida menos danoso ao meio ambiente e restabelecer o equilíbrio adotando hábitos como;

  • Reduzir o consumo, elimina o desperdício

  • Práticas de separação de lixo e reciclagem

  • Diminuição no consumo de carne (não quero dizer com isso, para ser um vegano militante e totalmente sem noção)

  • Práticas agropecuárias mais conscientes

  • Usar fontes de energia renováveis e limpas

  • Racionalizar e controlar a exploração de recursos minerais

  • Usar meios de transporte não-poluentes

  • Racionalizar o consumo de energia e água

  • Reflorestamento e valorização das áreas verdes

  • Promover e aplicar os conceitos da Sustentabilidade

    O ‘Protocolo de Kyoto’, é considerado como um importante avanço nesse sentido. Esse acordo internacional entre os países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), firmado com o objetivo de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa e o consequente aquecimento global, foi redigido e assinado em Kyoto (Japão), em 1997, criando diretrizes para amenizar o impacto dos problemas ambientais causados pelos modelos de desenvolvimento industrial e de consumo vigentes no planeta, tendo como uma de suas causas primárias o modelo globalizado de consumismo compulsivo, mas será isso uma verdade canônica ou uma panfletagem barata?


        Vamos fazer mais uma pausa, porque quero falar de meio ambiente sem militância ou viés ideológico.

Imagem: Arquivo ABr, CC BY 3.0 BR, via Wikimedia Commons

 

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Quem sou eu!

Atleticano. Casado. Servidor Publico e Conservador. 

Um apaixonado por História, Heavy Metal (afinal sou de BH, terra do metal e Clube da Esquina), Blues, Jazz e Bluegrass, MPB, Musica Clássica Barroca, Folk, Poesia (literatura de modo geral), Meio Ambiente, Politica, Cinema, Filosofia, enfim os temas abordados no site.

Sou graduado em História, Gestão Ambiental e Pós graduado em Serviço Social e Gestão de Projetos Sociais e Web Designer autodidata.

Se vocês também quiserem conhecer o meu blog de poesia (textos que venho escrevendo desde o longínquo ano de 1982), segue o link do Almanaque de Poesia.  Para ter mais informações sobre minha formação acesse aqui na Plataforma Lattes.

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Biografia,54,CerimoniadoOscar,10,Cidadania,3,comportamento,12,culturapop,21,Ecologia,4,Economia,4,Editorial,13,Escritor,10,esporte,6,Festivais,7,Filósofos,9,Fotografia,9,Poster,9,Religião,2,saúde,3,sociedade,15,
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Danos Globais: Óleo no Mar (Parte 2)
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